Solidão [poema]

21 12 2008

Sinto-me só!…
só como um lince que vagueia
através da solidão da floresta…
Procurando algo que o satisfaça,
algo que o preencha,
que o anime por um instante…
Com entusiasmo aproxima-se,
tenta chegar,
tenta falar, tocar…
tenta ser bem sucedido.
Mas é sempre vítima,
de abandono, de fuga,
vítima dos outros…
(vítima) de si próprio,
entidade contra a qual nada pode, (mas)
Tenta ser diferente,
luta consigo mesmo,…
empenha-se em mudar,
mas o tempo passa a correr,
corre mais que ele (e)
Ele sente-se cada vez pior,
Está a enfraquecer,
a gastar as suas forças…
combatendo o que o faz,
o que ele é, aquilo em que se tornou.
Acorda no termino da guerra,
confuso, desorientado e ofuscado,
não vê com clareza (e cai)…
Desta vez sente-se angustiado,
continua triste, só (no mundo),
pára, pensa e reflecte…
Chegam as consequências (das batalhas)
que travou confiante (em conseguir),
mas repara… (REPARA!)
O que ele fez?
Auto-destruiu-se!!!
Está no fundo (do poço)
vendo a morte,
a desgraça e a tristeza…
O ar cheira a solidão… …

Diogo João (bioeXplorador)





“…Tu…” (parte II)

5 10 2008

Olá mais uma vez!

Como o Luís pediu e eu, por acaso tenho outro escrito, para estas eventualidades, cá vai:

Quando a primeira planta floriu,
ninguém lhe deu mais valor por isso.
Quando o primeiro animal evoluído deu o 1º passo,
ninguém tinha capacidade para opinar ou sentir.
Quando a primeira ave bateu asas e voou,
pouco ou nada se alterou nos outros seres.
Quando o primeiro Homem sorriu,
talvez os outros tenham reagido mal, ou não tido reacção.
Mas tu, logo após nasceres,
choras-te e gritas-te sem harmonia ou encanto
e apesar disso, alegras-te toda a família
e fizeste desse dia o dia mais feliz da vida dos teus pais…
E eu, que não te conhecia,
ou nem sequer existia,
percebo agora que nasci por uma razão:
ser feliz,
mas mais do que isso,
fazer-te FELIZ

Então! Que tal me saí? Não exagerem, porque não está nada de especial. A pessoa em quem eu me inspirei é que é especial. E é a ela que se deve toda a beleza e encanto deste 2º poema…

Força nos comentários e na voz, para poderem declamar como o Camões… hahaha :)





“…Tu…” (parte I)

5 10 2008

Bom dia a todos. Sim já é bom dia, já passa da meia-noite!

Há uma semana que esperava para colocar no blogue este poema escrito por mim, que gostei muito de fazer…

Quando o mundo se criou,
não havia ninguém para o adorar.
Quando o primeiro ser recebeu a vida,
ninguém o podia apreciar.
Quando a primeira planta desabrochou,
ninguém existia para a regar.
Quando o primeiro ser humano nasceu,
certamente nada à sua volta mudou.
Mas, quando tu apareces-te neste planeta,
nada ficou igual, tudo se transformou…

Foi inspirado numa pessoa, mas acho que é aplicável a muitas outras. Áquelas que para cada um de nós são especiais, que preenchem o vazio que há dentro de nós, que nos fazem rir, pensar e sentir… Espero que gostem e que me digam qualquer coisa, por favor! :)

Até à próxima…





um Poema…

2 07 2008

Vivam! Como têm passado? Estou a escrever, porque quero partilhar convosco um poema de Fernando Pessoa, que li num livro que tenho pousado na mesa de cabeceira. Aqui fica ele:

Dorme enquanto eu velo…

Deixa-me sonhar…

Nada em mim é risonho.

Quero-te para sonho,

Não para te amar.

-

A tua carne calma

É fria em meu querer.

Os meus desejos são cansaços.

Nem quero ter nos braços

Meu sonho do teu ser.

-

Dorme, dorme, dorme,

Vaga em teu sorrir…

Sonho-te tão atento

Que o sonho é encantamento

E eu sonho sem sentir.

Espero que gostem, certamente não tanto como eu, mas é um poema bem conseguido, bonito e com o qual nos podemos identificar… Continuem agarrados a vós mesmos…